quinta-feira, 6 de junho de 2013

Maria Idalina de Oliveira

Tinha apenas 5 anos, morava em uma fazenda. Meu pai, filho mais novo de outros cinco, estudou apenas com um professor particular que vinha até a fazenda lhe ensinar a ler e a resolver  as quatro operações, mas foi o suficiente para ele, não sei de onde e como , aprendeu a contar histórias de princesas, castelos, lobisomens e eu  atenta ouvia tudo,  atenciosa, tinha medo,  mas foram histórias que ficaram na minha memória,  pois das três filhas que teve, eu  -dizia ele,” nunca lhe trouxe problemas na escola”. Lembro -me que sentávamos  à beira da mesa e com a mão esquerda tentava fazer meus primeiros rabiscos. Para ele, era lindo me ver segurando o lápis com a mão esquerda e nem tentou mudar.  Ele me ensinava a fazer bolinhas, traços como a chuva, formar a sílabas ou letras do meu nome e assim foi. Mudamos para Macaubal , meu primeiro ano, minha professora, era esquerda também, e assim ,ficou mais fácil ainda.  Não tive dificuldades em aprender a escrita e a leitura era com a cartilha, mas aprendi. No 4º ano fiz uma redação sobre uma  árvore que existe até os dias de hoje, na praça de Macaubal, o antigo matadouro. Foi linda, teve premiação, foi um orgulho.  Na 5ª série o professor de português pediu para que comprássemos  o livro “O Sítio do pica-pau amarelo”, esta foi a minha primeira leitura, inesquecível. Viajava na história  e até hoje conto aos meus alunos sobre essa  lembrança. Li muitos romances  e são histórias que podem ser contadas para  alunos e faço isso , instigando-os a leitura. E funciona.  Ah! A poesia que coisa boa, Fernando Pessoa, Ferreira Gullar, Álvares de Azevedo , Cecília Meireles...Vocês já devem ter tido momentos em suas vidas,  já pararam para ler qualquer que seja o...Motivo? Viva todos eles.


Um comentário:

  1. Maria Idalina, nosso blog ficou lindo, adorei. Só não me pergunte como cheguei até aqui, fui clicando e ai apareceu seu blog, um grande abraço amiga.

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